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terça-feira, 9 de abril de 2013

‘Flor do Caribe’: Licurgo Spínola, ex-tenente na vida real, dá aula para colegas de elenco

Licurgo Spínola nunca se sentiu tão à vontade num papel. O ator, que interpreta o coronel Mantovani em “Flor do Caribe”, é filho de general, irmão de militares e foi tenente do Exército na juventude. A farda lhe cai tão bem, que ele nem precisou fazer workshop para encarnar o personagem.

— Estou usando toda a minha vivência nesse universo. Numa das primeiras cenas, a do funeral de Cassiano (Henri Castelli), os atores do núcleo da Aeronáutica contaram com o apoio de militares, que davam orientações sobre postura e outras coisas. No fim, os oficiais vieram dizer que eu parecia um deles de verdade — diverte-se.

Com tanta experiência nas costas, o ator aproveita para dar dicas aos parceiros Thiago Martins, Dudu Azevedo e Max Fercondini.

— Dei uns toques, mas tudo muito na amizade, claro. Como já passei por esse doutrinamento, fica mais fácil para mim perceber quando a figuração não convence. São detalhes sobre como bater continência e apresentar armas, a importância de manter os dedos unidos...

Após uma temporada no SBT, onde estrelou a novela “Amor e revolução”, Licurgo foi convidado para uma participação de três meses no folhetim da Globo. Porém, com o desenvolvimento da trama, o ator acredita que seu personagem ficará até o fim.

— No início, ele participou das tentativas de resgate de Cassiano. Agora Mantovani e seu grupo ficarão envolvidos nas investigações do sumiço do rapaz — conta ele, explicando que a volta do protagonista não soluciona o caso: — Como ele é uma espécie de top gun, um dos melhores, a Aeronáutica certamente precisaria investigar o motivo de seu desaparecimento, porque ele é um arquivo vivo, alguém que conhece muitas informações de guerra e de interesse estratégico.

Mulher na área

A entrada da tentente Isabel (Thaíssa Carvalho) na trama foi vista com bons olhos por Licurgo. Como tenente, ele serviu ao Exército numa época em que mulheres ainda não eram bem-vindas no meio militar.

— Atualmente, a posição de piloto é majoritariamente masculina. Antes existia muito machismo , hoje é muito mais interessante, porque, diferentemente do homem, que é mais combativo, a mulher é mais generosa e agregadora — diz ele, que não poupa elogios a Thaíssa: — Além disso, a novela fica muito mais colorida, agradável e bonita, claro.

Foto: Renato Rocha Miranda/Rede Globo/Divulgação

Jornalista: Pedro Zuazo

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ex-tenente, Licurgo Spinola volta a sentir o gostinho de ser militar em Flor do Caribe

Licurgo Spinola faz uma participação em Flor do Caribe na pele de um comandante da Força Aérea Brasileira que vai ajudar Ester (Grazi Massafera) na busca por Cassiano (Henri Castelli). E o ator tem um motivo especial para se orgulhar do novo trabalho.

"Atuei como dentista e tenente do Exército durante um ano e meio, até que optei por somente atuar. Meu pai é médico e general aposentado do Exército e meus dois irmãos também são militares. Me saio bem neste universo", contou.

Para Licurgo, o mais interessante do personagem é a possibilidade de se envolver na busca por Cassiano. Para o papel, o ator tem uma ajuda especial. Afinal, a lição de casa, literalmente, vem sendo feita em casa. "Converso muito com meus irmãos sobre posturas e outras coisas. Consultei muito na Internet também", reforçou o ator.

Não perca os próximos capítulos de Flor do Caribe!

Fonte: Portal G1

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Associação liderada por militar quer o fim de Amor e Revolução

Uma associação, liderada por um militar reformado, fez um abaixo assinado na internet requisitando à Procuradoria Regional da República que retire a novela Amor e Revolução do ar. A telenovela estaria afrontando a dignidade das Forças Armadas. Por outro lado, um movimento contrário ao do militar reuniu o dobro de assinaturas. O diretor da trama, Reynaldo Boury convidou os militares para também exibirem seus depoimentos no final de cada capítulo da novela.

Data: 18/04/2011

Link da Notícia: http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/bastidores/

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Veja fotos da gravação da fuga de Jandira, Batistelli e Bartolomeu


O fim do terceiro capítulo de Amor e Revolução, que foi ao ar nesta quinta, 7 de abril, mostrou a emocionante fuga de Jandira, Batistelli e Bartolomeu de policiais.

Lúcia Veríssimo, Licurgo Spínola e Fábio Rhoden gravaram as cenas em um sítio em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo.


Fotos: Lourival Ribeiro/SBT

Data: 15/04/2011

terça-feira, 8 de março de 2011

Amor e Revolução - Beleza por trás da traição

Míriam Santos é o nome da personagem de Thaís Pacholek em Amor e revolução, trama de Tiago Santiago que vai estrear em abril no SBT. A moça é tão bela quanto alienada e, nos anos 1960, integra um grupo de teatro. Sua maior ambição é se tornar estrela de novela. Mas Míriam, levada por amigos, acabará entrando no movimento guerrilheiro.

Sem a mínima consciência política e totalmente por fora da situação vigente, ela sofrerá pressão dos militares e acabará entregando todos os colegas.A novela se passará no período da ditadura militar no Brasil, os chamados Anos de Chumbo. Nela, o período de instabilidade política será contado através da paixão do casal Rubens e Jandira, interpretado por Licurgo Spínola e Lúcia Veríssimo. Juntos, eles sonham em construir uma família, mas o ideal revolucionário do rapaz fala mais alto. ´Os dois vivem à beira de um abismo, enfrentando o perigo. Eles são a síntese da novela, são amor e revolução. O título do folhetim, aliás, é uma fala do meu personagem`, revela o Spínola.

A fim de revolucionar o segmento de novelas da emissora, Amor e revolução promete levar às telinhas cenas de muita ação. No decorrer da trama, o público pode esperar sequências com perseguições, sequestros e muita violência, típicos da ditadura. Como foi dito no período de divulgação, o projeto da atração já até havia sido apresentado à Globo, onde o autor trabalhou há dez anos. Mas a emissora não acolheu a ideia. Quando foi para o SBT, Santiago logo tratou de ´vender seu peixe`. E funcionou. A menos de dois meses de estrear, Amor e revolução já provoca expectativa nos noveleiros de plantão.

Data: 28/02/2011

Fonte: Diário de Pernambuco - http://www.diariodepernambuco.com.br/

quinta-feira, 3 de março de 2011

Licurgo Spinola interpreta revolucionário na nova novela do SBT

Em breve irá estrear no SBT a novela “Amor e Revolução”, a primeira na televisão brasileira a se passar na época da Ditadura Militar.

Na trama, Licurgo Spinola interpreta Batistelli. O personagem rompe com Luiz Carlos Prestes e parte para a luta armada. Com isso, ele se torna uma lenda entre os revolucionários da época.

Batistelli é um dos líderes de esquerda mais procurados no país e acaba se envolvendo com Jandira, personagem de Lúcia Veríssimo.

Data: 04/03/2011

Fonte: Sistema Brasileiro de Televisão - SBT - http://www.sbt.com.br/

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Após 17 anos, paranaense deixa Globo para atuar no SBT

Por quase duas décadas, o ator paranaense, que nasceu em Palmas, Licurgo Spinola trabalhou em novelas da rede Globo. Entre elas 'A Indomada', 'Suave Veneno',' Bang Bang', 'O Profeta' e 'Tempos Modernos'.

Porém, um convite para viver o par romântico da personagem vivida por Lúcia Veríssimo na novela 'Amor e Revolução', fez com que ele decidisse sair da emissora carioca e se transferir para o canal de Sílvio Santos.

Na trama de Tiago Santiago, que estreará em abril, o artista interpretará o guerrilheiro Rubens Batistelli e contracenará com Jandira (Lúcia Veríssimo). Além das novelas, Spinola também atuou em 'Malhação', 'Força-Tarefa', 'O Quinto dos Infernos' e o seriado 'Mulher'.

Data: 21/02/2011

Fonte: Folha de Londrina

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lúcia Veríssimo e Licurgo Spinola vivem par romântico na nova trama do SBT



O romance entre Lúcia Veríssimo e Licurgo Spinola irá envolver o público de Amor e Revolução, nova novela do SBT.

Na trama, Jandira, personagem de Lúcia, uma jornalista que acaba caindo na clandestinidade, irá se envolver com Batistelli, papel vivido por Licurgo. Os dois irão formar uma dupla de guerrilheiros e comandarão ações ousadas.

Amor e Revolução é a primeira novela da televisão brasileira a se passar na época da ditadura militar.


Data: 20/02/2011

Link da Notícia: http://www.areavip.com.br/amor-e-revolucao/lucia-verissimo-e-licurgo-spinola-vivem-par-romantico-na-nova-trama-do-sbt

sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Amor e Revolução". O novo folhetim de Tiago Santiago tem como base os ano do golpe militar

A próxima novela do SBT, "Amor e Revolução", nem estreou, mas as emoções dos atores já estão à flor da pele. Isso se deve ao fato de a história da trama, assinada por Tiago Santiago, mergulhar nos porões da ditadura militar. O folhetim, que deve ser lançado em março, tem como contexto as décadas de 1960 e 1970, quando o Brasil viveu sob o domínio do Exército.

Para dar conta desse complexo passado, o elenco do folhetim frequentou oficinas, nas quais acompanhou relatos de militantes que foram torturados no período. "Foi assustador ouvir os depoimentos. Um misto de horror e de indignação. Foram revelações que nos colocaram frente a frente com uma história cruel e desumana", diz o ator Licurgo Spínola, que vai dar vida a um líder da luta armada, que acredita em seus ideais e é capaz de colocar sua vida em jogo pelo país.

"Já tinha lido sobre o golpe e a ditadura, mas conhecer esses heróis que lutaram pela liberdade e saber de suas histórias foi uma lição de vida para mim", completa.

Umas das que contaram suas experiências na luta contra o governo ditatorial foi a jornalista Rose Nogueira, que ficou detida 30 dias após dar à luz seu primeiro filho. "Eu chorei durante todo o tempo em que ouvia as histórias. Além disso, foi enriquecedor, uma vez que a minha personagem também será torturada e se separará dos filhos", revela a atriz Gabriela Alves.

Os encontros, antes do início das gravações, não foram apenas teóricos. Os atores também pegaram em armas, treinaram coreografias de lutas e ensaiaram posições em paus-de-arara. "Foi ótimo para criar uma intimidade com as situações que passaremos nas cenas, dando mais veracidade à trama. Além disso, permite que não nos machuquemos na hora de gravar", afirma Gabriela.

Já para Claudio Lins, que vai interpretar um militar contrário ao golpe, manusear armas foi como realizar um sonho de criança. "Foi uma preparação semelhante à de um filme de ação", empolga-se.

No caso de Spínola, o treinamento foi considerado tranquilo. "Sou filho e irmão de militares. Antes de ser ator, pensei em seguir essa carreira. Então, na minha vida, já tive muito treinamento, ordem unida, prática de guerra", afirma.

A preocupação em ser fiel à história é tamanha que, mesmo após a preparação e o início das gravações, o ator ainda mantém contato com alguns palestrantes. Entre eles, o revolucionário Rubens Batistelli. "Os detalhes das torturas me preenchem de um sentimento que mistura justiça e medo. E isso coloca o meu personagem no fio da navalha", diz Spínola.

Data: 05/02/2011

Fonte: Jornal O Tempo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Licurgo Spínola: “Acredito que Amor e Revolução será um marco na dramaturgia brasileira”

Amor e revolução promete literalmente revolucionar o segmento de novelas no SBT. O ator Licurgo Spínola está no elenco, no papel de um líder da luta armada

Tudo bem que Cláudio Lins e Graziella Schmitt vão fazer o principal par romântico na novela Amor e revolução, no SBT/Alterosa, mas Licurgo Spínola será outro protagonista da trama de Tiago Santiago, que deve estrear em março, reconstituindo o período da ditadura militar no Brasil.

Depois de 16 anos na Globo, ele mudou de emissora para interpretar Rubens, um líder revolucionário da luta armada que tem um romance com Jandira, personagem de Lúcia Veríssimo. A última aparição de Spínola na TV havia sido na novela Tempos modernos, ano passado, na Globo.


Paixão
“Rubens e Jandira vivem uma paixão intensa”, conta Spínola. “Sonham em construir uma família, mas seu ideal revolucionário é muito forte”, continua. “Os dois vivem à beira de um abismo, enfrentando o perigo. Cada beijo deles pode ser o último. Eles são a síntese da novela, são amor e revolução. O título do folhetim, aliás, é uma fala do meu personagem”, revela o ator.

Spínola adianta que o telespectador o verá em muitas cenas de ação. “O Rubens vai protagonizar sequências com perseguições, assaltos, sequestros”, avisa. Para se preparar, o ator, que antes de ingressar na carreira artística foi tenente-dentista do Exército por um ano, fará um treinamento. “A vida militar não é exatamente novidade para mim. Vou relembrar o que já aprendi.”

Ler bastante também faz parte da preparação de Spínola para o papel. Na bibliografia do ator, aparecem obras como Abaixo a ditadura!, de Cláudio Martins; e Confesso que peguei em armas, de Pinheiro Salles. “Lendo, fiquei impressionado com o grau de crueldade dos militares e com a resistência dos que lutavam contra a ditadura. É esse sentimento, de morrer pela liberdade do país, que eu busco para construir o Rubens”, revela.

A expectativa para a estreia no SBT é a melhor possível, garante o experiente ator. “Acredito que Amor e revolução será um marco na dramaturgia brasileira. Vamos tirar o véu desse período negro da história do nosso país”, afirma. “Acho que o público ficará curioso para saber mais sobre a história”, conclui.

GLOBO RECUSOU O PROJETO – A ideia de fazer uma novela que tivesse como objeto central a ditadura brasileira surgiu na cabeça de Tiago Santiago há mais de 10 anos, quando ainda era da Globo. Em 1997, chegou a apresentar a proposta de Amor e revolução à direção da emissora, mas não vingou. Talvez, agora, este seja o melhor momento para que a história aconteça.

Tiago Santiago diz que o folhetim vem com a missão de revolucionar o segmento de novelas do SBT. “Estamos com a expectativa muito grande para emplacar este sucesso. Minhas novelas originais conseguiram atingir a liderança no Ibope, ficando até à frente do Jornal Nacional”, torce Santiago.

“A gente tem todos os mecanismos para fazer um grande trabalho”, afirma Sérgio Madureira, produtor-executivo de Amor e revolução. Madureira, com 33 anos de experiência em novelas e especiais da Globo, mostrou a que veio ao organizar um workshop – com direito a tiros e atores vestidos de soldados – para todo o elenco, com ex-presos políticos. Tudo para dar mais bagagem à equipe. Também egresso da Globo, lá está o diretor Reinaldo Boury.

Para fugir, outra vez, de prática que tem se tornado regra na rede de Silvio Santos, a nova novela não será obra fechada: a estreia está prevista para o fim de março e, portanto, aberta a ajustes e adaptações ao gosto do freguês/audiência. O horário de exibição, a partir das 22h, foi definido justamente em função da liberdade em mostrar toda a violência que se julgar necessária para o contexto e, de quebra, evitar o confronto com a faixa nobre da Globo.

Por tratar-se de um tema que tende a gerar polêmica, a equipe de Amor e revolução tem se esmerado nos detalhes. Santiago recomendou aos atores que evitem os “cacos” (improvisos), para não correr o risco de melindrar qualquer personagem da história. Ao fim de cada capítulo, pessoas que vivenciaram o período são convidadas a dar o seu depoimento – como acontecia em Viver a vida, novela da Globo. A produção ainda tenta que a presidente Dilma Rousseff dê seu testemunho. Mas Boury, o diretor, avisa: “Quem quiser falar alguma coisa contra, o canal está aberto e pode se manifestar também”.

Data: 31/01/2011

Fonte: Jornal Estado de Minas

sábado, 29 de janeiro de 2011

Primeiras cenas de Amor e Revolução são divulgadas


Na noite desta quinta-feira (27), o diretor de programação do SBT, Leon Abravanel, postou no twitter uma foto da cena editada, da novela Amor e Revolução. Pelo que dá para perceber alguém é torturado numa cadeira elétrica. Leon se diz impressionado com as cenas da novela. Amor e Revolução tem estreia prevista para o começo de abril, e conta no elenco nomes como: Claudio Lins, Graziella Schmitt, Thaís Pacholek, Lúcia Veríssimo, Licurgo Spínola e Patrícia de Sabrit.


Data: 29/01/2011

Fonte: Portal Bron

domingo, 23 de janeiro de 2011

Amor e Revolução será a primeira novela a se passar na Ditadura

Estreia em breve no SBT a novela "Amor e Revolução", escrita por Tiago Santiago e dirigida por Reynaldo Boury.
A trama será a primeira na televisão brasileira a se passar inteiramente na época da Ditadura Militar, entre as décadas de 60 e 70.
Para que tudo saia perfeito, os atores participaram de um workshop com pessoas que viveram na pele a Ditadura, além de fazer um treinamento militar que dará ainda mais veracidade à trama.
Graziela Schmitt, Claudio Lins, Lúcia Veríssimo, Patrícia de Sabrit, Luciana Vendramini e Licurgo Spínola são alguns do nomes que integram o elenco da novela.
Data: 19/01/2011
Fonte: SBT Notícias

sábado, 15 de janeiro de 2011

Militantes no período da ditadura compartilham experiências com elenco de 'Amor e revolução'

SÃO PAULO - "Não somos vítimas, nem heróis. Somos sobreviventes. Queríamos mudar o mundo e arrisco dizer que ainda quero". A frase de Ana Bursztyn Miranda, que lutou contra a ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985, vai ecoar pelos próximos meses emtre o elenco e a equipe da nova novela do SBT, "Amor e revolução", com estreia prevista para março. Assim como Ana, outros 12 integrantes da resistência nos Anos de Chumbo deram seus depoimentos num workshop de preparação que durou mais de 20 horas, semana passada. Suas histórias de luta, prisões, tortura, amor e juventude levaram o elenco às lágrimas e traçaram um panorama da diversidade de pessoas que sofreram e lutaram contra a ausência da democracia.

A força dos relatos também impactou Tiago Santiago, que escreve a trama com a colaboração de Miguel Paiva e Renata Dias Gomes. Os depoimentos estão sendo gravados e serão exibidos ao final de cada capítulo. Santiago contou que escreve a novela como "uma história real com personagens fictícios".
- Esse período me fascina por causa dos radicalismos, tanto de esquerda quanto de direita - explica o autor, comemorando o horário previsto para a novela (após as 22h) e o fato de que será exibida ao mesmo tempo em que é escrita e gravada, coisa inédita no SBT, permitindo ajustes ao longo dos oito meses de exibição.
Os protagonistas são Claudio Lins e Graziella Schimitt: ele, José Guerra, um militar, e ela, Maria Paixão, uma guerrilheira, viverão um amor impossível. Guerra vai desertar do exército para se juntar à luta armada, assim como fizeram na vida real Carlos Lamarca, Onofre Pinto e Carlos Eugênio Paz. Entre os guerrilheiros, estão também Lúcia Veríssimo, como Jandira, e Licurgo Spínola, como Batisteli.

A repressão será representada por Jayme Periard, como o delegado Aranha, e Nico Puig, no papel do general Filinto Guerra. Luciana Vendramini será Marcela, uma advogada que luta pela libertação de presos políticos. "Amor e revolução" terá ainda núcleos de jornalistas e artistas, mostrando formas pacíficas de resistência.
Santiago contou no workshop que planeja localizar o folhetim no período histórico que vai de 1964, ano do Golpe Militar, a 1972.
- Em 1972, eu estava presa. Todos estávamos ou presos, ou morrendo, ou exilados. Assim vai ficar uma história muito triste - protestou Ana.

Diante dos protestos, Santiago cogita incluir um epílogo para mostrar finais felizes. O diretor da novela, o experiente Reynaldo Boury, em seu primeiro trabalho no SBT, já recebeu 26 capítulos e começa as gravações nesta segunda-feira.
- Tem muita ação e tortura. Refletem os depoimentos que ouvimos - diz Boury, que planeja ser sutil nas cenas violentas: - Vamos mostrar o que vai acontecer, não o que está acontecendo, para poupar o público.

Foi a primeira vez que o SBT realizou um workshop para preparar o elenco de uma novela. Chamou a atenção dos atores o clima de camaradagem entre os palestrantes.
- Jamais vivi um momento de tanta união como no período em que lutávamos contra a ditadura - contou Carlos Russo Jr., ex-líder estudantil e integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN).
Russo lembrou sua falta de intimidade com armas quando ingressou na luta armada. Na primeira vez em que pegou num revólver de calibre 38, levou-o ao banheiro da casa de seus pais. Engatilhou a arma e não sabia depois como desengatilhá-la.
- Se disparasse, meu pai ia me matar - lembrou ele, demonstrando ter mais medo do pai do que dos torturadores e arrancando risos da plateia.
A prisão do jornalista Alípio Freire, ex-militante da Ala Vermelha (grupo de luta armada dissidente do PC do B) renderia uma cena tragicômica.
- A cueca slip era novidade. Eu e um amigo havíamos comprado. Quando éramos presos, nos obrigavam a tirar a roupa. Os militares viram minha cueca e disseram: "Olha só a calcinha preta deste terrorista". Outro comentou: "É igual à vermelha do que prendemos ontem". Foi assim que soube que meu amigo também tinha caído - lembrou Freire.

Data: 09/01/2010
Fonte: Revista da TV – O Globo
Link da Notícia:
http://oglobo.globo.com/cultura/revistadatv/mat/2011/01/07/militantes-no-periodo-da-ditadura-compartilham-experiencias-com-elenco-de-amor-revolucao-923450286.asp

Escalação

Licurgo Spínola e Joana Limaverde assinaram contrato com o SBT. Os atores integram o elenco de “Amor e Revolução”, novela de Tiago Santiago que tem previsão de estreia para março de 2011. Licurgo interpreta um líder revolucionário da luta armada e faz par romântico com a personagem de Lúcia Veríssimo. “Ele é um dos estrategistas que organiza sequestros e roubos. É um dos subversivos mais procurados pelos militares”, define. Joana Limaverde vive Stela Lima, uma atriz de um grupo teatral que tem simpatia pela vida de guerrilheira. “Ela passa a ser procurada pelos torturadores. Depois de um tempo, vai se refugiar em uma comunidade hippie, onde vive um triângulo amoroso”, adianta.

Data: 22/12/2010
Fonte: Diário do Norte - Canal Zap - Natal - RN
Link: http://tribunadonorte.com.br/noticia/gala-popular/168166

domingo, 9 de janeiro de 2011

Licurgo Spínola deixa Globo e vai para SBT

Ator está na próxima trama da emissora paulista, Amor e revolução, na qual interpreta um guerrilheiro durante a ditadura militar no País


Após 16 anos na Globo, Licurgo Spínola está de casa nova. O ator, cuja última aparição na TV foi na novela Tempos modernos (2010), assinou contrato com o SBT e será um dos protagonistas de Amor e revolução, novela de Tiago Santiago que deve estrear em março. Na trama, que falará sobre o período da ditadura militar no Brasil, Licurgo dará vida a Rubens, um líder revolucionário da luta armada que tem um romance com Jandira, personagem de Lúcia Veríssimo.

“Eles são um casal que vive uma paixão intensa. Sonham em construir uma família, mas seu ideal revolucionário é muito forte. Os dois vivem à beira de um abismo, enfrentando o perigo. Cada beijo deles pode ser o último”, diz. “Eles são a síntese da novela, são amor e revolução. O título (do folhetim), aliás, é uma fala do meu personagem”, revela o ator.

Apesar de Amor e revolução ainda nem ter começado a ser gravada, Spínola adianta que o telespectador o verá em muitas cenas de ação. “Rubens protagonizará sequências com perseguições, assaltos, sequestros”, lista. Para se preparar, o ator, que antes de ingressar na carreira artística foi tenente-dentista do Exército por um ano, conta que passará por um treinamento. “A vida militar não é exatamente novidade para mim. Vou relembrar o que já aprendi”.

Ler bastante também faz parte da preparação de Spínola para o papel. Na bibliografia do ator, aparecem obras como Abaixo a ditadura!, De Cláudio Martins, e Confesso que peguei em armas, de Pinheiro Salles. “Lendo, fiquei impressionado com o grau de crueldade dos militares e com a resistência dos que lutavam contra a ditadura. É esse sentimento, de morrer pela liberdade do País, que eu busco para construir o Rubens”, revela.

“A expectativa para a estreia no SBT é a melhor possível”, garante o experiente ator. Acredito que Amor e revolução será um marco na dramaturgia brasileira. Vamos tirar o véu desse período negro da história do nosso País”, afirma. “Acho que o público ficará curioso para saber mais sobre a história”.

Data: 08/01/2011
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Tariana Hackradt - Folhapress

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Para combater as drogas, jovens residentes fazem teatro

Espetáculo 'Sem Fissura', dirigido pelo ator Licurgo Spínola, já foi assistida por mais de 3 mil alagoanos em três meses

A indústria das drogas em Alagoas encontrou um adversário forte, que age sutilmente e cria raízes seguras pelo caminho alternativo da não violência: a arte. Residentes de casas de acolhimento para jovens vítimas de envolvimento com drogas participaram de uma oficina de teatro que desencadeou em uma série de espetáculos vistos por mais de 3 mil alagoanos, apenas nos últimos três meses. ‘Sem Fissura’, montada pelos jovens do Projeto Sarar, é a peça que está em ‘cartaz’ no momento.

Se as drogas têm um ‘poder’ de disseminar uma série de desastres, do vício e desestruturação familiar à morte, a vontade de combatê-las já pode ser considerada um páreo duro. Desta vez, os trabalhos foram feitos por meio de uma mistura de acasos e atitudes, levando à prática a máxima de que ‘a vida imita a arte e a arte imita a vida’.

Convidado pela assessora especial da Secretaria da Paz, Maristela Pozitano, e pelo presidente da ONG Maceió Voluntários, André Carnaúba, o ator Licurgo Spínola – que à época ministrava a oficina de teatro Identidade em Maceió – aceitou o desafio de realizar o curso com a temática das drogas para os grupos vulneráveis.

“Quando fui convidado, disse que nunca havia adaptado a oficina para uma temática específica de drogas, mas que aceitaria o desafio”, explicou o ator. “Foram realizadas oficinas em três casas de reabilitação, com turmas de 20 pessoas. Todo o espetáculo foi criado pelos próprios atores, e dirigido por mim, de onde mostram as situações em que eles passaram”, relatou. “A peça traz detalhes de como o jovem começa a usar as drogas, como é sua relação com o crack, o vício, quais os procedimentos para o uso e, principalmente, as consequências”, acrescentou.

Segundo Licurgo, Maristela e André Carnaúba, o espetáculo tornou-se um sucesso em cadeia, promovendo dois serviços ao mesmo tempo: por um lado, uma conscientização do público que assistia no palco jovens dramatizando vivências semelhantes às que tiveram ‘na vida real’; por outro, um estímulo aos próprios atores para que permaneçam longe dos entorpecentes e alavanquem suas próprias vidas de modo produtivo.

“Há nisso tudo um processo. Eles causavam prejuízo para a sociedade quando estavam envolvidos com drogas e assaltavam ou roubavam. Em seguida, tornaram-se neutros quando entraram nas clínicas de habilitação. Agora colaboram para combater o vício e as drogas. Ou seja, eles deixaram de ser problema e tornaram-se solução”, emendou Licurgo.

E de solução para exemplo. Segundo o residente Ronald Alves, de 22 anos, conhecido como ‘Iuri’, as peças começam com doses de humor e terminam com um 'quê' mais pesado, remetendo à própria realidade de quem vive como usuário de drogas. Ao final, o público pode fazer várias perguntas aos atores a respeito de suas próprias vidas. “Podem perguntar o que quiser. E eles perguntam mesmo. Quem já matou, quem já foi preso. Nós respondemos tudo”, contou.

Para Ronald, isto provocou uma mudança em sua própria forma de encarar a si mesmo. “Antes eu tinha vergonha do que passei, de mostrar o que eu fiz”, contou. Aos 22 anos, Ronald já enfrentou ‘muitas e boas’ devido à ‘fissura’ por drogas: já foi preso, sofreu sérios golpes de facada por meros R$ 5, que seria usado para comprar crack. As cicatrizes deixadas são encaradas de forma positiva. “Hoje não tenho vergonha de nada do que aconteceu. Virou lição. E faço questão de mostrar quem fui antes e quem sou agora, para evitar que as pessoas passem por isso”, finalizou.

’Não cobramos nada. Só queremos chuteira para jogar futebol’, diz ator

O trabalho começou mesmo com orçamento quase nulo. No início, Licurgo Spínola atuava voluntariamente. Hoje, o projeto tem apoio de instituições, mas também segue de modo independente por meio da Sepaz e da ONG Maceió Voluntários. Quem quiser que os garotos se apresentem, basta convidá-los e se responsabilizar por transporte e lanche.

“Só é chamar. É tudo de graça”, contou o Ronald Alves. Como todo o trabalho é exposto de forma gratuita, as doações e apoios são mais do que bem vindos. E eles não pedem muito. “Queremos jogar futebol, então pedimos chuteiras, tornozeleiras, camisas e bolas, para que possamos jogar”, diz Iuri.

As doações também podem ser em quilos de alimentos não perecíveis, mas o projeto também precisa de apoios sólidos. “É muito mais barato apoiar projetos como este, do que lidar com as consequências do tráfico, do vício, de assaltos e mortes que acontecem devido ao problema com as drogas. É necessário e muito mais eficiente trabalhar com a prevenção”, diz Licurgo.

’Agentes da Paz’

De acordo com a assessora da Sepaz, a oficina faz parte de um projeto ainda maior, denominado ‘Agentes da Paz’, que procura criar multiplicadores da cultura da paz, por meio de cursos de capacitação. “Na verdade, esta oficina ministrada pelo Licurgo é um dos cursos que procuramos promover para multiplicadores dentro do programa ‘Agentes da Paz’”, esclarece Maristela.

“O programa de capacitação tem duração de 40 horas e é destinado a membros da sociedade civil que queiram efetivamente disseminar a cultura da paz. A capacitação trata de diversos assuntos e desafios enfrentados hoje como os valores humanos, a cidadania, o meio ambiente, a prevenção às drogas e a família”, relata.

Para André Carnaúba, o projeto tem alcançado boa parte dos alagoanos. “O projeto tem em si o efeito multiplicador. Os agentes são capacitados e levam essas informações às suas comunidades, de modo que ele sempre estará estendendo a corrente. A oficina de teatro é uma das que está inserida no programa. Em três meses, a oficina já foi feita em três casas de reabilitação e mais de três mil pessoas tiveram acesso à conscientização quanto à prevenção. No próximo ano, vamos tentar realizar a oficina nas outras 14 casas”, emendou.

Quem souber realizar algum tipo de atividade manual, como artesanato, e que queira ensinar nas casas de reabilitação, também será bem vindo, segundo Maristela Pozitano. Para assistir o espetáculo ‘Sem Fissura’, também basta procurar a Secretaria da Paz ou a ONG Maceió Voluntários.

Data: 28/11/2010
Fonte: GazetaWeb.com - Alagoas
Site: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=217623
Foto: Roberta Baptista